27 janeiro, 2011

POESIA ÍNFIMA





PERIGO

Desistir quando o mar já não me conduz
Levar comigo nada posso
Meu eu se evade,
Para lá, onde nada existe.
Quebro-me nos rochedos
Desfaleço e continuo a ouvir o segredo das ondas

Vou parar, a escalada chegou ao meio,
Uma flor deve nascer

Saia logo
Confesse suas dores
Mereça-me desfeita
Feia a apagada
Cada lance se reduz
Ao mar morto de nossa
Má criação.


            Já disse aqui que não sou poeta. Meu pendor é mais para a prosa. Mas arrisquei alguns poemas, quando o impulso me levou. Um Retalho de mim... jamais um traço épico. Como as epopeias demoram a ser criadas, vou vivendo de retalhos. Atam-se em colcha? Ou se perdem como trapos?

3 comentários:

  1. OLá Carol... Os Retalhos podem revelar o que há mais de épico... Parabéns pelo blog.

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  2. Obrigada pela visita no meu blog e por estares presente na minha lista de seguidores!
    O que aconteceu comigo foi algo sem previsão, simplesmente o blog evaporou do ar!
    Seja sempre super bem vindo lá no DA JANELA DO GARDEN PLACE!
    Obrigada, muito obrigada por me prestigiar e ajudar a reerguer meu tão querido blog-bebê!
    Também seria sua seguidora a partir de hoje e sempre estarei por aqui!

    Um grande abraço!

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  3. Olá, Carol! Lindo post! Indiquei um selinho para seu blog! Entra lá e dá uma olhadinha.
    abraços
    BiaBloom

    http://invernodasflores.blogspot.com

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