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Sou doutora em Literatura. Escrevo há mais de 15 anos, mas sem disciplina. Sou aquela escritora que se guarda para o futuro, à espera de um grande acontecimento. Sinto que chegou a hora. É com retalhos e epopeias que me inventarei - com pequenos e grandes eventos - com fragmentos e grandes feitos - serei a tecelã de uma história e a sua heroína. Serei Penélope e Odisseu. Me acompanhe nesta viagem! Colunista da seção de Escrita Criativa na comunidade literária Benfazeja. Livros publicados: FLAUIS (2010) e RETALHOS E EPOPEIAS (Editora Patuá, 2012). Mais sobre mim em meu site oficial

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Todos os textos são de autoria de Carolina Bernardes. A cópia não é autorizada e configura plágio. Tecnologia do Blogger.

01 dezembro, 2010

INTERREGNO

           A plenitude da luz sempre foi um projeto perseguido por mim como o bem maior da vida. No silêncio do quarto, na imaginação criativa, no impulso do amor, nas experiências objetivadas, a luz pairava como essencial. Múltiplas seriam as experiências, ideal o amor, repleta de arte a vida diária. Luz incandescente, irradiante, incomensurável por todos os lados... Não haveria um elemento destoante, incongruente, amorfo. A anárquica vida levou-me às mais estranhas vielas e becos, um submundo que me atirava sempre ao mais escuro de mim: ao desacerto, ao vício moral, ao desequilíbrio emocional. Não havia luz em minhas ações, não havia luz em minhas experiências; o amor sempre torto, os sonhos adiados.
            Mas as lembranças da luz jamais me abandonaram. As montanhas ondeantes, o olhar da intimidade, as músicas, as comunicações espirituais, a arte de todo dia na mente pulsante... Um contraste arrasador entre o pior e o melhor.


A CURA DO DIA

Como começar um novo texto depois de tanto tempo distanciada da escrita? Quantas foram as vezes que precisei escrever anotações de incentivo, tentativas de me obrigar a criar a disciplina do escritor atuante, profissional, inquieto? Inquieta sou, mas armazeno na alma as exortações da escrita – para o futuro, para o dia em que tudo estiver tranqüilo, a vida organizada, a rotina totalmente adequada ao trabalho da escrita refletida, serena. Por que não sou como alguns escritores que se exaurem noite e dia, pela ânsia de comunicar, em meio às tormentas dos afazeres? Preciso da serenidade para escrever, estranho, mas preciso. Como encontrar serenidade se o telefone toca e a cobrança do banco chega? Se preciso sair diariamente para abastecer a casa, resolver questões das filhas e pequenos problemas? Minha alma se torna mais inquieta, porque penso que devo regular minha escrita ao ritmo diário do vaivém, como as pessoas normais fariam, já que não é possível estancar a vida, impedi-la de acontecer.
Recentemente, troquei de emprego, finalmente consegui. Era terrível meu trabalho anterior e os que me conhecem sabem, pois foram inúmeras minhas reclamações. A seiva positiva já não circulava em mim, corria pelo meu corpo um veneno corrosivo. Gritei, gritei muito. Aos céus, ao espectro que permanece ao meu lado, ao lampião que ilumina meu caminho. Onde estava toda a minha verdade?
Eu não espero sentada. Grito, peço, mas procuro, uso minhas ferramentas. Talhei a transformação. Insisti na criação de um mundo novo. Que não existiu. Uma sequência de descaminhos. A tentativa desesperada de escapar da realidade anterior – o maldito emprego – me levou ao mesmo pântano, como se estivesse andando em círculos. Em meio ao desespero, afundando na lama, resolvi aceitar, pela primeira vez aceitar a fatalidade. Não adianta lutar com as forças da natureza.
            E então o (in)esperado chegou. Hoje posso escrever. Posso falar e ouvir. Escapei do chamado e agora assumo o meu Grito. (para melhor entender este texto, vá até a primeira postagem – O Chamado e o Grito)
            Pretendo postar neste blog minhas anotações de escrita, as inquietações do processo, as descobertas, os exercícios diários para alcançar um objetivo difuso. Assumo meu Grito e o espalho aos quatro ventos para ser ouvida.


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Silvia disse...

Adorei o seu blog! Está em meus favoritos!

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  • A Demanda do Santo Graal. (Anônimo)
  • A vida e as opiniões do cavalheiro Tristam Shandy. (Laurence Sterne)
  • Ascese. (Nikos Kazantzakis)
  • Cem anos de Solidão. (Gabriel Garcia Marquez)
  • Crime e Castigo. (Dostoiévski)
  • Folhas de Relva. (Walt Whitman)
  • Húmus. (Raul Brandão)
  • Judas, o Obscuro. (Thomas Hardy)
  • Mahabharata (Anônimo)
  • Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
  • Narciso e Goldmund. (Hermann Hesse)
  • O casamento do Céu e do Inferno. (William Blake)
  • O homem que comprou a rua. (Tarcísio Pereira)
  • O Perfume. (Patrick Süskind)
  • Odisseia (Kazantzakis)
  • Odisseia. (Homero)
  • Os Cadernos de Malte Laurids Brigge. (Rainer Maria Rilke)
  • Peter Pan. (J. M. Barrie)
  • Poemas (Seferis)
  • Poemas Completos de Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
  • Zorba, o grego. (Nikos Kazantzakis)

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