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Sou doutora em Literatura. Escrevo há mais de 15 anos, mas sem disciplina. Sou aquela escritora que se guarda para o futuro, à espera de um grande acontecimento. Sinto que chegou a hora. É com retalhos e epopeias que me inventarei - com pequenos e grandes eventos - com fragmentos e grandes feitos - serei a tecelã de uma história e a sua heroína. Serei Penélope e Odisseu. Me acompanhe nesta viagem! Colunista da seção de Escrita Criativa na comunidade literária Benfazeja. Livros publicados: FLAUIS (2010) e RETALHOS E EPOPEIAS (Editora Patuá, 2012). Mais sobre mim em meu site oficial

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Todos os textos são de autoria de Carolina Bernardes. A cópia não é autorizada e configura plágio. Tecnologia do Blogger.

25 janeiro, 2011

O que escrevo tem alguma utilidade?

              
Nesta semana, recebi um comentário de um leitor do blog sobre o tema “O que é escrever?” É um novo leitor que, atendendo ao meu convite (Grito?), define a sua relação com a escrita. O texto muito me emocionou por se prestar a manter um diálogo sobre tema tão discutível (e tão pouco discutido), colocando-se como meu interlocutor, e por compartilhar sua experiência pessoal e subjetiva com extrema sinceridade. Para que todos possam ter acesso mais facilmente ao comentário, transformei-o em postagem.
Obrigada, Alan, pelo gentil diálogo!
           



7 Comentaram. Deixe seu comentário também!:

GIL ROSZA disse...

Considero o pensar de forma crítica uma atividade saudável e necessária ao ser humano. Pessoalmente acharia muito chato viver apenas assimilando gratuitamente noções de “certo” e “errado” imposto pelos outros apenas porque a maioria está de acordo. Considero a leitura uma maneira de saber o que o outro pensa, mas vejo na escrita uma boa oportunidade se expor opiniões pessoais a respeito do que foi lido. Na questão de crescimento e desenvolvimento pessoal, escrever pode ser muito mais útil ao escritor que ao leitor.

Roseane disse...

Sempre ouvi dizer que as Artes são inúteis. E realmente, na vida prática, calcada nos valores materiais, no ter, e não no ser, realmente não tem valor algum. Como uma das formas artísticas, portanto, a literatura também não serve para nada. Mas durante séculos, fomos perdendo o mais essencial: a humanidade. Talvez a literatura, por instigar a alteridade, possa ser um instrumento eficaz para reverter isso. É ainda, uma forma de fugir da realidade dura em que vivemos, menos prejudicial que drogas antidepressivas.

Abraços!

Laura Brandão disse...

Carol, Obrigada pela visita meu anjo!
Já adicionei o Banner do Retalhos e Epopéias lá no Humor Negro, Ta bem [?]
Beijos e ótima Semana!

Alan disse...

Já me disseram que as Artes são inúteis...
Haja insanidade!

Hoje em dia a utilidade das coisas tem uma ligação intrínseca com o conceito de comodidade... o slogan seria algo como "Seja útil: facilite minha vida". Penso eu que o pensamento reducionista chame isso de utilidade prática, e que ele só admita ação no Reino da Matéria. E existe utilidade prática na Literatura, na Música, na Pintura?

Oras, existe... mas apenas nos campos em que as Artes se movem e reinam soberanas: os campos intelectual, emocional e espiritual. Quando permitimos que as Artes atinjam nossas esferas cognitivas e/ou sensoriais, elas definitivamente facilitam nossa vida, expandindo e curando a mente e a alma, contribuindo na nossa experiência de viver nesse mundo de loucos. É uma utilidade prática também, porém com ação dirigida ao Reino da Imatéria (ou como queira chamar o seu mundo de idéias, rs). Em tempo, não devemos negligenciar as necessidades do espírito, pois é ele que manipula a matéria e não o inverso.

Mas há uma exigência para que essa influência artística seja captada: um nível mínimo de lucidez, para entender que a utilidade das coisas não depende das coisas, mas sim daquele que as manipula.
O saudoso William Blake não falou de "grilhões forjados pela mente"?
O que o homem não busca, ele não vai encontrar.

Quanto a Arte Literária, vale dizer o seguinte:
Penso que os escritores refazem o mundo com suas palavras e na imagem de seus sonhos... e o resto de nós deve então viver nele.

Carolina, é um prazer visitá-la em seu blog.
Fico honrado com a re-postagem de minhas palavras, que apenas valem o que valem.

Cordialmente,
Alan J.

CAROLINA BERNARDES disse...

Alan, desculpe a demora, mas um comentário tão cuidadoso como o seu merecia uma resposta também cuidadosa minha. E às vezes é difícil encontrar tempo para pensar detidamente na Literatura, ainda que ela não seja inútil. (rsrs) Nesta semana, estive envolvida com um curso de Escrita Criativa (como professora) e a elaboração das aulas me tomou bastante tempo (portanto, com Literatura). Não tome isto como descaso ao seu comentário,ok?
Fico muito feliz quando recebo uma mensagem sua, pois tem sido o interlecutor mais fiel e comprometido com as ideias que o blog pretende por em debate. Apesar de ser um tema complexo, sério, polêmico, creio que tenho conseguido uma boa discussão. E o interessante é que você vem problematizar a Literatura e a sua prática escrita, ora em relação ao meu próprio texto, ora em relação aos outros comentários de seguidores. Esta é a vitalidade da Literatura, seu movimento contínuo e necessário.
Vitalidade: isso mesmo. Se é vital, como pensar em sua inutilidade?
O senso comum não costuma ver utilidade na Literatura, especialmente aqueles que defendem a vida prática. Que utilidade teria perder horas lendo um livro? Ou, como poderia um livro promover transformações em nações?
Mas as transformações levam tempo para acontecer, muitas vezes irreconhecíveis pelos olhos da matéria. Essas mudanças acontecem no silêncio, nos bastidores, em indivíduos...
Porém, como não lembrar que a própria Bíblia é um dos grandes livros que fundaram o imaginário ocidental (ao lado da Ilíada e da Odisseia)? Todo uma coletividade formada por livros imortais...
É, a discussão é longa, vasta e deliciosa. É para isso que mantenho o blog.
Continue me visitando, sua presença é essencial.
Tenha uma ótima semana. Grande abraço
CArolina

CAROLINA BERNARDES disse...

PS: Obrigada por se lembrar de Blake, é um de meus poetas preferidos. Pretendo publicar alguma coisa sobre ele por aqui!

Alan disse...

Oi Carolina!
Pois é, infelizmente, o senso comum quase nunca concorda com o bom senso; e, de fato, um livro pode mudar o panorama de uma geração e das gerações subseqüentes... o livro é um agente "invisível".

Esses livros que você citou (Bíblia, Odisseia e Ilíada) são verdadeiras egrégoras ocidentais de dimensões colossais e, provavelmente, indissolúveis no tempo. Como fugir deles?

O tema é difícil de ser abordado de maneira definitiva, penso eu. Impossível esgotar o assunto.

PS1: Jamais imaginei descaso de sua parte (rs).
Agradeço o apreço pelos meus comentários que, repito, apenas valem o que valem.

PS2: Blake é uma boa pedida pra qualquer dia da semana, não é? rsrs

Boa sorte com seu blog, pois é de muito bom gosto.

Cordialmente,
Alan J.

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