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Sou doutora em Literatura. Escrevo há mais de 15 anos, mas sem disciplina. Sou aquela escritora que se guarda para o futuro, à espera de um grande acontecimento. Sinto que chegou a hora. É com retalhos e epopeias que me inventarei - com pequenos e grandes eventos - com fragmentos e grandes feitos - serei a tecelã de uma história e a sua heroína. Serei Penélope e Odisseu. Me acompanhe nesta viagem! Colunista da seção de Escrita Criativa na comunidade literária Benfazeja. Livros publicados: FLAUIS (2010) e RETALHOS E EPOPEIAS (Editora Patuá, 2012). Mais sobre mim em meu site oficial

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Todos os textos são de autoria de Carolina Bernardes. A cópia não é autorizada e configura plágio. Tecnologia do Blogger.

14 fevereiro, 2011

Ruína ou Palimpsesto?






Meu dom seria escrever.
As palavras esquecidas que já foram.
Pouco restou do tempo que formou nossa morada.
Ouço no estímulo do vento a nossa história
Que já foi.
Mas o vento vem e sacode
O que já foi.
As palavras esquecidas inscritas
E não escritas.

Nada a dizer, pelo tempo que voa
Mas de onde... aonde?
... o vento bate na fronte.



1.                     Não sou poeta, não vim ao mundo para dizer e dançar com as palavras. Estou só nos acordes nupciais, sem voz para alcançar o êxtase do casamento. Mas ouça-me no seu desdém, para calar este sufoco.

2.                     Sou homem de negócios. Falar não consigo. Pois a luta é diária e as coisas eu persigo. Vale a rima pela entrada, prometo emendar na saída.

3.                     Nosso projeto seria escrever... escrever para os outros, mas sem os outros. Escrever sem pensar e calcular. Trabalhar a rima sem rima, tola e desnecessária. Escrever para que? Para quem? Não precisamos da escrita...

4.                     Palavras ao acaso, ao léu, para além do eu que transborda. Palavras traiçoeiras que aprisionam, ocupam o espaço da identidade. Escrever para ser quimera.

5.                     Sentada na escrivaninha, entre papéis manchados, encontro uma voz solitária. O que? Que voz? Não ouço nada...



Se escrever é avançar na matéria perecível, como um rio que flui em direção ao futuro, onde está a minha voz do passado? Ruína ou palimpsesto?




7 Comentaram. Deixe seu comentário também!:

Lina Gatolina disse...

ah... que lindo...
gosto muito de vir aqui pra respirar.
bj
denise

GIL ROSZA disse...

Antes das civilizações, quando os humanos eram hordas nuas na natureza e não havia sequer o “pensamento mágico” ainda, o que pulava de um neurônio ao outro era o pensamento abstrato, fluindo rápido, básico, desorganizado e infantil. Com o tempo, a autoconsciência nos deu algum sentido, a linguagem nos organizou, mas foi a escrita quem nos deu beleza.
Tábua de argila, papiro, pergaminho, papel, ipad. O registro em mídia, é apenas um jeito de desacelerar um pouco o pensamento pra que a gente possa vê-lo.

Junior Rios disse...

Adorei o post!Suas publicações são verdadeiras aulas!Parabéns!

Bjo

wwwsinparangon.blogspot.com

Roseane disse...

Escrever é dar voz às diferentes vozes que ecoam dentro de nós... tanto as que já ecoaram, quanto as que ainda ecoam.

Boa semana!

Colecionadora de Silêncios disse...

Nossa! Fiquei sem palavras para comentar este post. Que intenso! Amei! :)

Beijos, Carolina. Ler-te é um privilégio!

Jasanf disse...

Almejo palimpsesto, jamais ruínas; no entanto se tiver que me redecorar, ou me redefinir entremeado de uma pedra filosofal que seja para aprimorar o que se tornara pretérito. Amei seu blog e vou segui-lo.

Aclim disse...

Escrever é um dom, parabéns

Abraço

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