Era o dia de Bloomsday.
Seu mundo estava preso na garganta. Não saía do casco e pendia a cabeça por
tamanha flacidez da vontade. Gritar o eco do sonho doía os rins, a barriga mal
dormida, o apêndice que exalava o mesmo e contínuo crônico desejo de ver. Viver
a vida até a borra. Tudo sonhar e tudo respirar. Mas a boca do inferno cospe
sua lava maldita e desarma o empenho. O lance diurno de
lavar-limpar-temperar-esperar já não dizia o andar contra a correnteza? O não
de todas as horas e dos anos perdidos? Numerologia que sustenta e alenta, avisa
a maior espera. 2012=5. E o ano dissolve, estraçalha a pedra do rim. Sim, andar
o dia como a empurrar com as pernas a areia de todo pântano. Avançar enterrado
num rio de borboletas mortas.
27 junho, 2012
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