A voz que encarna no corpo, que o leva ao mundano, ao fastio, ao deslumbre de ser a unidade inteira, funda a distância com a outra unidade. Vínculo perdido. Fração forçada. Do fogo cruzado a ferida. Aberta como rosa no ventre. Do triste alarido ficou o número onze. Um mais um. A soma de dois permanentemente um. A rosa abre a todos os ventos, vazia, cavada como a fome. Buraco sem fundo na barriga e a visão do onze. Do ponto obscuro surgiu uma luz. Do buraco mais negro a tentativa de chamar. Penso somente naquela conversa, que o afastou. Na distância que me partiu. Na intimidade que não fui eu. Mas a voz que cura a fome do ventre me avisou: o onze é o começo daquele um que ainda existe.
11 novembro, 2011
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Muito enigmático. Bem apropriado a toda esta onda mística do 111111. Poderia fazer algumas análises e interpretações, cada uma diversa das outras.
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